quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Venham nos visitar:

Local das apresentações:
CEM 01 NB - 3a Avenida AE 04 Lote P/Q
Núcleo Bandeirante - DF
Toda quarta-feira às 12:30 e 18:30
Entrada franca
No dia 31 de agosto a sessão do cineclube contará com a apresentação dos seguintes curtas:


Françoise: Uma garota anda pela estação rodoviária e conversa com estranhos contando histórias sobre sua vida. De Rafael Conde, ficção, cor, MG, 2001, 22 min., classificação indicativa 12 anos.


O Sapo: Um garoto tenta aproximar-se de uma menina e vê em uma peça uma forma de ficar ao lado dela. De Adolfo Sarkis, ficção, cor, RJ, 2006, 18 min., classificação indicativa livre.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sessão do dia 24 de agosto de 2011 com os seguintes curtas:


Cante um funk para um filme: Em Nova Iguaçu diretores espalham, pela cidade, faixas com um anúncio procurando por pessoas que possam cantar e/ou produzir um funk para ser incluído em um filme. E através desse objetivo mostrar como é a produção e a vida de funkeiros.. De Emílio Domingos, Marcus Vinícius Faustini, documentário, cor, RJ, 2007, 22 min., classificação indicativa 14 anos.



Mãos de vento e Olhos de dentro: A amizade entre duas crianças transpõe as dificuldades que são impostas por circunstâncias naturais, mas que não influência em nada no convívio entre eles. De Susanna Lira, ficção, cor, RJ, 2008, 14 min., classificação indicativa livre.

Sessão do dia 17 de agosto de 2011 com os seguintes curtas:


Bala perdida: Num assalto ocorrido em uma rua, perto de uma praça, cinco disparos podem provocar tragédias nas vidas de pessoas em pouco tempo que mudarão tudo ao redor. De Victor Lopes, ficção, cor, RJ, 2003, 13 min., classificação indicativa livre.

O mendigo: Um mendigo surge com um violão e tenta conseguir sobreviver às agruras da vida na rua. Conhece outra moradora de rua e com o dinheiro que consegue compra dois bifes para eles almoçarem. De Mário Bonnin, ficção, cor, RJ, 2010, 18 min., classificação indicativa livre.
Sessão de 10 de agosto de 2011 com os seguintes curtas:

Cine Holiúdy - O astista contra o caba do mal: Em uma cidade do interior do Ceará nos anos 70, Francisgleydisson, proprietário do modesto cine passa por um aperto em uma das sessões e precisa improvisar para não ver o público revoltado e com possibilidades de quebrar o cine. De Halder Gomes, ficção, cor, CE, 2004, 15 min., classificação indicativa livre.



My Way: Uns minutos na vida de um homem que o faz ver a melancolia pela qual ele passa. De Camilo Cavalgante, ficção, cor, digital, PE, 2010, 07 min., classificação indicativa 14 anos.

O Lobisomem e o Coronel: No Nordeste quem manda mais o Coronel ou o Lobisomem? Com a ajuda de um violeiro cego acompanhe o dedilhar de um repente que pode mostrar realmente quem manda. De Elvis K. Figueiredo e Ítalo Cajueiro, animação, cor, DF, 2002, 10 min., indicação livre.
Sessão do dia 15 de junho com os curtas:


Dois mundos: veremos através das histórias de pessoas que nasceram ou perderam a audição como ocorre a inclusão delas na sociedade atual e a visão deles dos dois mundos o do silêncio e o dos sons. De Thereza Jessouroun, documentário, cor, RJ, 2009, 15 min, Livre.

Glaura: mulher que não gosta muito de música, pois tudo que ocorre ao seu redor tem alguém para lembrar-lhe que se ela cantar irá espantar os males. De Guilherme de Almeida Prado, ficção, cor, SP, 1995, 15 min, 12 anos.
Sessão do dia 01 de junho com os curtas:



Átimo: Baseado em experiência pessoal. Casal de namorados decide viver fora do Brasil, ela vai na frente enquanto ele fica para juntar a grana para poder acompanhá-la. Só que nesse meio tempo ele acaba conseguindo melhorar suas condições de trabalho e acaba ficando. Ela já estava na França, onde trabalha e acaba começando outra vida. Depois de cinco anos ela volta e ele acaba relembrando o que ocorreu entre eles, e .....Ficção. Direção: Romeu di Sessa Elenco: Mayara Magri e Lui Strassburger Ano: 1997 Duração: 30 min. Classificação indicativa: livre.

Alma Carioca: Um choro de menino A zona portuária do Rio de Janeiro do início do século XX foi o local do surgimento de grandes mestres da música popular brasileira, onde mesmo sofrendo com a precariedade do local teve o nascimento de um dos gêneros musicais mais importantes: o CHORO. Animação. Direção: William Côgo. Ano: 2002 Duração: 06 min. Classificação indicativa: livre.
Sessão de 25 de maio de 2011 com os seguintes curtas:

O anão que virou gigante: Como será passar de um momento em que nem se é percebido, para outro onde não se consegue deixar de ser percebido. Animação. De Marão, 2008, 10 min., classificação indicativa livre.

Assaltaram a gramática: Antecipando a linguagem apresentada nos videoclipes, o documentário traça o perfil dos poetas Francisco Alvim, Paulo Leminski, Waly Salomão e Chacal por meio de poemas e textos expressivos, de forma ficcional e performática. Documentário. De Ana Maria Magalhães, 1984, 13 min., classificação indicativa livre.



A Ilha: Como sobreviver em uma ilha sem a ajuda “divina”. Dê algumas risadas com esta emocionante história. Animação. De Alê Rocha, 2007, 9 min., indicação livre.
Sessão de 18 de maio com os seguintes curtas:


10 Centavos: .Acompanhamento de um dia da vida de um garoto que vigia carros no centro histórico de Salvador - BA, em que visualiza-se todas as dificuldades e meios de que dispõe para viver. Ficção. De César Roberto de Oliveira, 2007, 19 min., classificação indicativa livre.


Ilha das Flores: De uma maneira bem divertida mostra o que ocorre no  processo de produção e  comercialização de tomates. Colocando as facetas da pobreza, ganância, sobrevivência, valorização do ser humano. Documentário, experimental. De Jorge Furtado, 1989, 13 min., classificação indicativa livre.


Primeira sessão de 11 de maio de 2011 com os seguintes curtas:



Rua das Tulipas: Ao ver a felicidade de todos os moradores de sua rua um grande inventor decide que depois de realizar tantos desejos, precisa realizar ainda mais um... Animação brasiliense de 2008, classificação indicativa livre.



O moleque: Um garoto sofre o preconceito da sua época, por ser pobre, negro e filho de lavadeira; e tenta contornar a situação caçoando dos seus algozes. Curta de São Paulo de 2004, classificação indicativa 10 anos.
A casa do mestre André: Para vencer o mau humor de um guarda que apreende os instrumentos musicais, dois palhaços com a ajuda de duas crianças vão até o mestre André, um artesão de instrumentos musicais de materiais reciclados para que possam enfim trazer de volta a alegria para a praça e para a vida do guarda. Ficção brasiliense de 2007, classificação indicativa livre.



Como surgiu o Cineclube Cidade Livre?

No ano de 2010 o CEM 01 NB participou de um curso promovido pelo Ministério da Cultura, através dos professores Cleiton Costa e Edson Garcia, onde o mesmo foi contemplado com um kit para montagem do cineclube. O início não foi rápido devido a alguns problemas, então em maio de 2011 o cineclube abriu suas portas para que o Núcleo Bandeirante voltasse a ter novamente um local para exibição, discussão e efervescência cultural.
O nome do cineclube (Cidade Livre) advém do fato de que nossa cidade no início era o centro de convivência dos trabalhadores vindos de todo o Brasil para construir a nova capital do país, possuindo em seu meio mercados, lojas variadas, cinema, bares, restaurantes, moradias e toda forma de comércio para manter o florescimento de uma nova sociedade. O Núcleo Bandeirante nos idos anos 60 era conhecido como Cidade Livre e em homenagem a isso o cineclube foi batizado com o antigo nome de nossa cidade.
No dia 11 de maio de 2011 o cineclube abriu suas portas e contou com a presença de 2 ou 3 espectadores. Esta quantidade tem sido mantida ao longo dos últimos meses. Claro que contando com a experiência de outros cineclubes, no início a quantidade de espectadores é baixa e vai aumentando com a evolução do próprio cineclube e também da sua divulgação.
Ainda estamos patinando no quesito publicitário, mas agora com este blog temos como objetivo aumentar a quantidade de espectadores em nossas sessões. Queremos trazer a comunidade escolar e do Núcleo Bandeirante um momento de assistir a produções nacionais e internacionais de curtas e longas que estão com disponibilidade não comercial para discutir a produção, a distribuição, a ideia passada pelo diretor e o fazer cinema. Então venham curtir esta novidade e não deixemos que este espaço seja perdido.

(imagens retiradas do google)



O QUE É CINECLUBE?

            Numa época como a nossa, com tantas e aceleradas mudanças, com tantas inovações tecnológicas – especialmente na área do cinema ou audiovisual – tem gente que questiona o nome cineclube. Por causa desse "clube", que parece uma coisa fechada, meio elitista. Mas é preciso entender que quando os cineclubes surgiram, a palavra clube designava o espírito associativo e tinha justamente uma conotação democrática, participativa. Como os clubes operários ou de imigrantes do começo do século passado. Depois disso, 80 e tantos anos de atuação consagraram o termo cineclube, que designa em todo o mundo a nossa atividade, e que nós cineclubistas ostentamos com orgulho.
            Talvez até um certo prestígio da palavra cineclube, no entanto, fez com que ela passasse a ser usada como rótulo para várias outras atividades, como uma espécie de chancela de qualidade, um instrumento de marketing. O que não corresponde ao verdadeiro sentido do nosso movimento. E prejudica concretamente a nossa atividade, gerando confusão e dificultando, por exemplo, a legalização e regulamentação dos cineclubes
            É preciso compreender o que é um cineclubeaté porque a confusão gerada em torno do conceito favorece justamente uma visão em que os cineclubes não têm um papel muito claro. Sua importância se dilui quando não se conhecem seus objetivos, suas realizações, como sua estrutura específica se estabelece e opera dentro das comunidades e do processo cultural.
            Quando a imprensa e outras instituições formadoras de opinião confundem o Serviço Social do Comércio, um circuito comercial com salas de arte ou mesmo uma cinemateca com os cineclubes, podem, de fato, estar ocultando uma série de conteúdos exclusivos dos cineclubes, escondendo uma visão ideológica que não quer reconhecer certos potenciais "subversivos", transformadores, do cineclubismo. Confundem os conceitos. O mesmo acontece quando chamam as rádios comunitárias de rádios piratas.
            O dicionário define cineclube como uma “associação que reúne apreciadores de cinema para fins de estudo e debates e para exibição de filmes selecionados”, mas a imprensa e o senso comum amesquinham esse sentido e tratam o cineclubismo como uma atividade de mero lazer cultural, fomentada talvez por algum tipo de nerd, um tipo de fanático juvenil amante do cinema. Ou como um sinônimo de sofisticação do consumidor, uma espécie de grife que adorna desde sessões especiais na televisão até salas "diferenciadas" que exibem os filmes com expectativa de público menor. Misturando um pouco de cada, também chamam de cineclube às beneméritas iniciativas de organizações culturais, educacionais, patronais e paternais voltadas ao atendimento de variadas comunidades. É claro que todas essas atividades têm seu lugar, sua necessidade, seu público dentro da sociedade. Nada contra. Mas cineclube é outra coisa.
            Os cineclubes têm uma história própria, que liga a evolução do seu trabalho às diferentes situações nacionais, culturais e políticas em que se desenvolveram. Há vários tipos de cineclubes, alguns predominam em determinados países, em certas conjunturas. Em situações diferentes suas formas de organização e atuação também variam.
            Os cineclubes surgiram nitidamente em resposta a necessidades que o cinema comercial não atendia, num momento histórico preciso. Assumiram diferentes práticas conforme o desenvolvimento das sociedades em que se instalaram. Mas assumiram uma forma de organização institucional única que os distingue de qualquer outra.
Três características, quando juntas, são exclusivas dos cineclubes, os distinguem de qualquer outra atividade com cinema e, ao mesmo tempo, abrangem uma ampla gama de formas e ações que os cineclubes desenvolveram nos mais diferentes contextos. Duas delas são muito simples e claras, se encontram, juntas, num cineclube, e não existe cineclube onde essas características não estiverem presentes. A terceira, menos objetiva, deriva das duas primeiras e pode variar bastante de entidade para entidade, conforme a orientação predominante: é o que imprime direção à base organizacional definida pelas outras duas "regras" e o queconteúdo e objetivo, atualidade e personalidade ao trabalho do cineclube. São elas:

      1.O cineclube não tem fins lucrativos.
      2.O cineclube tem uma estrutura democrática.

      3.O cineclube tem um compromisso cultural ou ético
.

(Texto retirado do Manual do Cineclube e imagens retiradas de pesquisas no google).